7 erros no auxílio-acidente que podem fazer o INSS negar o benefício

7 erros que podem fazer você perder o auxílio-acidente

O auxílio-acidente é um benefício pago pelo INSS ao trabalhador que sofreu um acidente e ficou com alguma sequela que reduziu sua capacidade de trabalho.

Mesmo assim, muitas pessoas que poderiam ter direito acabam perdendo o benefício por falta de informação, documentos incompletos ou erros na hora de fazer o pedido.

O problema é que um detalhe mal explicado pode fazer o INSS negar o auxílio-acidente.

Neste artigo, você vai entender os principais erros que podem prejudicar seu direito e o que fazer para evitar problemas.


Índice

  1. Não guardar laudos, exames e documentos médicos
  2. Achar que só acidente de trabalho dá direito
  3. Não explicar bem suas limitações na perícia do INSS
  4. Confundir auxílio-acidente com auxílio-doença
  5. Deixar de pedir o benefício depois da alta do INSS
  6. Aceitar a negativa do INSS sem analisar o caso
  7. Procurar ajuda só depois de perder prazos
  8. Como evitar perder o auxílio-acidente?
  9. Conclusão
  10. Leia também

1. Não guardar laudos, exames e documentos médicos

Esse é um dos erros mais comuns.

Para pedir o auxílio-acidente, não basta dizer que sofreu um acidente. É preciso provar que houve uma lesão, tratamento médico e sequela.

Documentos importantes:

  • laudos médicos;
  • exames;
  • raio-x;
  • ressonância;
  • atestados;
  • relatórios médicos;
  • prontuários;
  • comprovantes de fisioterapia;
  • CAT, quando for acidente de trabalho.

Sem documentos, fica muito mais difícil provar o direito ao benefício.

Por isso, guarde tudo desde o primeiro atendimento médico.


2. Achar que só acidente de trabalho dá direito

Muita gente acredita que o auxílio-acidente só existe quando o acidente aconteceu dentro da empresa.

Isso não é verdade.

O trabalhador pode ter direito ao benefício mesmo quando o acidente aconteceu fora do trabalho, como em acidente de moto, queda em casa, acidente de carro ou outra situação.

O mais importante é saber se ficou alguma sequela que reduziu sua capacidade de trabalhar.

O acidente não precisa ser obrigatoriamente acidente de trabalho.

Caso você queira entender melhor o benefício de forma geral, veja também este conteúdo:
Auxílio-acidente: o que é, quem tem direito e como conseguir o benefício do INSS


3. Não explicar bem suas limitações na perícia do INSS

A perícia é uma etapa muito importante.

Um erro comum é o trabalhador dizer apenas que sente dor ou que não está bem. Isso pode não ser suficiente.

Na perícia, é importante explicar como a sequela atrapalha o trabalho.

Exemplos:

  • perdi força na mão;
  • não consigo carregar peso como antes;
  • tenho dificuldade para ficar em pé;
  • não consigo agachar;
  • perdi movimento no braço;
  • tenho dificuldade para dirigir;
  • minha produtividade diminuiu depois do acidente.

O INSS precisa entender como a sequela afeta sua profissão.

Quanto mais clara for essa explicação, melhor.


4. Confundir auxílio-acidente com auxílio-doença

O auxílio-acidente e o auxílio-doença são benefícios diferentes.

O auxílio-doença é pago quando a pessoa está temporariamente incapaz de trabalhar.

Já o auxílio-acidente pode ser pago quando a pessoa volta ao trabalho, mas fica com uma sequela permanente que reduz sua capacidade.

Ou seja: você pode estar trabalhando e, mesmo assim, ter direito ao auxílio-acidente.

Voltar ao trabalho não significa perder automaticamente o direito ao benefício.

Esse é um dos pontos que mais confundem os segurados.


5. Deixar de pedir o benefício depois da alta do INSS

Muitas pessoas recebem alta do INSS, voltam ao trabalho e acham que não têm mais nenhum direito.

Mas, em alguns casos, é justamente depois da alta que o auxílio-acidente deve ser analisado.

Isso acontece quando o trabalhador não está mais totalmente incapaz, mas continua com alguma limitação.

Por exemplo: uma pessoa volta ao trabalho depois de uma fratura, mas permanece com perda de força, dor, limitação de movimento ou dificuldade para exercer a mesma função.

Se ficou sequela, o caso merece atenção.

Não ignore os sintomas depois da alta.


6. Aceitar a negativa do INSS sem analisar o caso

O INSS pode negar o auxílio-acidente por vários motivos:

  • falta de documentos;
  • perícia desfavorável;
  • ausência de comprovação da sequela;
  • erro na análise;
  • documentos médicos incompletos;
  • falta de relação entre a sequela e o trabalho.

Mas a negativa do INSS não significa, necessariamente, que você não tem direito.

Em muitos casos, é possível recorrer, apresentar novos documentos ou buscar a Justiça.

Antes de desistir, é importante entender por que o INSS negou o benefício.

Uma análise correta pode mudar o rumo do caso.


7. Procurar ajuda só depois de perder prazos

Outro erro perigoso é deixar tudo para depois.

A pessoa sofre o acidente, tenta resolver sozinha, vai à perícia sem documentos completos, recebe a negativa e só procura orientação quando a situação já ficou mais difícil.

Quanto antes o caso for organizado, maiores são as chances de evitar problemas.

Procure orientação principalmente se você:

  • sofreu acidente e ficou com sequela;
  • recebeu alta, mas não voltou ao normal;
  • teve o benefício negado;
  • não sabe quais documentos apresentar;
  • continua trabalhando com limitação;
  • quer saber se tem direito a valores atrasados.

A demora pode prejudicar seu pedido.

Se o acidente aconteceu no trabalho, também pode ser importante entender quais direitos trabalhistas podem existir além do benefício do INSS. Veja este conteúdo:
Acidente de trabalho: saiba como um advogado trabalhista poderá te ajudar


Como evitar perder o auxílio-acidente?

Para proteger seu direito ao auxílio-acidente, siga estes cuidados:

  • guarde todos os documentos médicos;
  • peça relatórios detalhados ao médico;
  • organize exames e laudos por data;
  • explique bem sua profissão;
  • descreva suas limitações na perícia;
  • não falte ao atendimento do INSS;
  • analise a negativa antes de desistir;
  • procure orientação se tiver dúvidas.

O mais importante é mostrar que o acidente deixou uma sequela e que essa sequela reduziu sua capacidade de trabalho.


Conclusão

O auxílio-acidente pode ser um direito importante para quem sofreu acidente e ficou com limitações.

Mas erros simples podem fazer o INSS negar o benefício.

Não guardar documentos, explicar mal a sequela, confundir benefícios ou aceitar a negativa sem análise pode fazer você perder dinheiro.

Se você sofreu um acidente e ficou com alguma limitação para trabalhar, vale analisar seu caso com cuidado.

A SGQ Advocacia pode verificar se você tem direito ao auxílio-acidente e orientar o melhor caminho para buscar o benefício.

Fale com a SGQ Advocacia e descubra se você pode receber auxílio-acidente do INSS.


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