SOFREU ACIDENTE DE MOTO?

Sofreu acidente de moto, ficou com placa, pino e sequela? Entenda se pode ter direito ao auxílio-acidente

Sofrer um acidente de moto pode mudar completamente a rotina de uma pessoa. Em muitos casos, o trabalhador passa por cirurgia, coloca placa, pino ou parafuso e, mesmo depois da recuperação, continua com dor, perda de força ou limitação de movimento.

Quando isso acontece, pode surgir uma dúvida importante: quem sofreu acidente de moto e ficou com sequela pode ter direito ao auxílio-acidente?

A resposta é: depende do caso. Mas, se o acidente deixou uma limitação permanente que reduziu sua capacidade de trabalho, o benefício pode ser analisado.

O auxílio-acidente é pago pelo INSS quando o trabalhador sofre um acidente, fica com sequela e passa a trabalhar com mais dificuldade.

Índice

  1. O que é auxílio-acidente?
  2. Acidente de moto pode dar direito ao auxílio-acidente?
  3. Colocar placa, pino ou parafuso garante o benefício?
  4. Quais sequelas podem ser consideradas?
  5. Posso receber auxílio-acidente mesmo trabalhando?
  6. Quais documentos ajudam no pedido?
  7. O que fazer se o INSS negar o benefício?
  8. Conclusão
  9. Leia também

O que é auxílio-acidente?

O auxílio-acidente é um benefício pago pelo INSS ao trabalhador que sofreu um acidente e ficou com alguma sequela permanente.

Essa sequela precisa reduzir a capacidade de trabalho.

Isso significa que a pessoa não precisa estar totalmente incapaz. Ela pode voltar ao serviço, mas com dor, limitação ou dificuldade para fazer as mesmas atividades de antes.

Por exemplo: um trabalhador que antes carregava peso, dirigia, subia escadas ou ficava muito tempo em pé pode passar a ter dificuldades depois do acidente.

Nesses casos, o auxílio-acidente pode ser uma forma de compensação pela redução da capacidade de trabalho.

Acidente de moto pode dar direito ao auxílio-acidente?

Sim, o acidente de moto pode gerar direito ao auxílio-acidente.

Isso pode acontecer tanto em acidente de trabalho quanto em acidente fora do trabalho.

Por exemplo:

  • motoboy que sofreu acidente durante entregas;
  • trabalhador que caiu de moto indo para o serviço;
  • pessoa que sofreu acidente de moto no fim de semana;
  • motorista ou entregador que ficou com sequela após colisão;
  • trabalhador que precisou voltar ao serviço mesmo com limitação.

O ponto principal não é apenas o acidente de moto.

O que realmente importa é saber se ficou alguma sequela que prejudica o trabalho.

Se o acidente de moto deixou uma limitação permanente, o caso merece análise.

Colocar placa, pino ou parafuso garante o benefício?

Não necessariamente.

Ter colocado placa, pino ou parafuso não garante automaticamente o auxílio-acidente.

Mas isso pode ser uma prova importante de que o acidente foi grave e deixou consequências.

O INSS vai analisar se, depois do tratamento, ficou alguma sequela que reduziu sua capacidade de trabalho.

Por exemplo:

  • perda de movimento;
  • dor constante;
  • dificuldade para dobrar o joelho;
  • limitação no braço;
  • perda de força;
  • dificuldade para andar;
  • dificuldade para subir escadas;
  • dificuldade para dirigir;
  • limitação para carregar peso.

O benefício não depende apenas da cirurgia. Depende da sequela que ficou depois dela.

Por isso, é muito importante guardar exames, laudos e relatórios médicos.

Quais sequelas podem ser consideradas?

Depois de um acidente de moto, algumas sequelas podem atrapalhar bastante a vida profissional.

As mais comuns são:

  • limitação no joelho;
  • dor permanente na perna;
  • perda de força no braço;
  • limitação no ombro;
  • dificuldade para andar;
  • dificuldade para ficar muito tempo em pé;
  • redução de movimento no punho;
  • dificuldade para segurar objetos;
  • limitação na coluna;
  • perda de mobilidade;
  • dor após cirurgia;
  • dificuldade para dirigir ou pilotar.

Cada profissão deve ser analisada de forma diferente.

Uma sequela no joelho pode prejudicar muito um motoboy, entregador, motorista, pedreiro, vigilante ou trabalhador que passa o dia em pé.

Já uma sequela na mão ou no braço pode prejudicar quem trabalha com ferramentas, máquinas, cozinha, produção, limpeza ou construção civil.

A mesma lesão pode ter impacto diferente dependendo do trabalho da pessoa.

Posso receber auxílio-acidente mesmo trabalhando?

Sim, em muitos casos.

Essa é uma das maiores dúvidas de quem sofreu acidente de moto.

Muita gente pensa que, se voltou a trabalhar, perdeu o direito ao benefício. Mas não é bem assim.

O auxílio-acidente pode ser pago mesmo quando o trabalhador continua trabalhando, desde que exista sequela permanente e redução da capacidade.

Ou seja: você pode estar trabalhando, mas com mais dificuldade do que antes.

Exemplos:

  • voltou ao trabalho, mas sente dor;
  • precisa fazer mais esforço;
  • perdeu força;
  • não consegue ficar muito tempo em pé;
  • não consegue dirigir ou pilotar como antes;
  • precisa de ajuda para algumas tarefas;
  • teve que mudar de função;
  • não consegue carregar peso como antes.

Voltar ao trabalho não elimina automaticamente o direito ao auxílio-acidente.

Quais documentos ajudam no pedido?

Para pedir o auxílio-acidente, é importante reunir documentos que mostrem o acidente, o tratamento e a sequela.

Os principais documentos são:

  • boletim de ocorrência, se houver;
  • laudos médicos;
  • exames de imagem;
  • raio-x;
  • tomografia;
  • ressonância;
  • relatório da cirurgia;
  • documentos sobre colocação de placa, pino ou parafuso;
  • atestados médicos;
  • prontuários;
  • receitas;
  • comprovantes de fisioterapia;
  • CAT, se foi acidente de trabalho;
  • carta de alta do INSS, se já recebeu auxílio-doença;
  • documentos que comprovem sua profissão.

Além disso, um relatório médico atualizado pode ajudar muito.

Esse relatório deve explicar qual foi a lesão, qual tratamento foi feito e quais limitações ficaram.

Quanto mais claro estiver o impacto da sequela no trabalho, melhor.

O que fazer se o INSS negar o benefício?

Se o INSS negar o auxílio-acidente, isso não significa que o caso acabou.

Muitos pedidos são negados porque faltam documentos, a perícia não avalia bem a sequela ou o INSS entende que a limitação não reduz a capacidade de trabalho.

Nesse caso, é importante analisar:

  • o motivo da negativa;
  • quais documentos foram apresentados;
  • se os exames mostram a lesão;
  • se há relatório médico atualizado;
  • se a profissão foi bem explicada;
  • se ficou sequela permanente;
  • se cabe recurso ou ação judicial.

Antes de desistir, vale verificar se a decisão do INSS está correta.

A SGQ Advocacia pode analisar o seu caso e orientar sobre o melhor caminho.

Conclusão

Quem sofreu acidente de moto, colocou placa, pino ou parafuso e ficou com sequela pode ter direito ao auxílio-acidente.

Mas o direito não depende apenas da cirurgia. O ponto principal é comprovar que ficou uma limitação permanente que reduziu a capacidade de trabalho.

Se você voltou ao serviço com dor, perda de força, dificuldade de movimento ou limitação para exercer sua função, o seu caso merece atenção.

A SGQ Advocacia pode analisar sua situação e verificar se você pode ter direito ao auxílio-acidente.

Fale conosco e entenda seus direitos.

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