O auxílio-acidente é um benefício pago pelo INSS ao trabalhador que sofreu um acidente e ficou com alguma sequela que reduziu sua capacidade de trabalho.
Mesmo assim, muitas pessoas que poderiam ter direito acabam perdendo o benefício por falta de informação, documentos incompletos ou erros na hora de fazer o pedido.
O problema é que um detalhe mal explicado pode fazer o INSS negar o auxílio-acidente.
Neste artigo, você vai entender os principais erros que podem prejudicar seu direito e o que fazer para evitar problemas.
Índice
- Não guardar laudos, exames e documentos médicos
- Achar que só acidente de trabalho dá direito
- Não explicar bem suas limitações na perícia do INSS
- Confundir auxílio-acidente com auxílio-doença
- Deixar de pedir o benefício depois da alta do INSS
- Aceitar a negativa do INSS sem analisar o caso
- Procurar ajuda só depois de perder prazos
- Como evitar perder o auxílio-acidente?
- Conclusão
- Leia também
1. Não guardar laudos, exames e documentos médicos
Esse é um dos erros mais comuns.
Para pedir o auxílio-acidente, não basta dizer que sofreu um acidente. É preciso provar que houve uma lesão, tratamento médico e sequela.
Documentos importantes:
- laudos médicos;
- exames;
- raio-x;
- ressonância;
- atestados;
- relatórios médicos;
- prontuários;
- comprovantes de fisioterapia;
- CAT, quando for acidente de trabalho.
Sem documentos, fica muito mais difícil provar o direito ao benefício.
Por isso, guarde tudo desde o primeiro atendimento médico.
2. Achar que só acidente de trabalho dá direito
Muita gente acredita que o auxílio-acidente só existe quando o acidente aconteceu dentro da empresa.
Isso não é verdade.
O trabalhador pode ter direito ao benefício mesmo quando o acidente aconteceu fora do trabalho, como em acidente de moto, queda em casa, acidente de carro ou outra situação.
O mais importante é saber se ficou alguma sequela que reduziu sua capacidade de trabalhar.
O acidente não precisa ser obrigatoriamente acidente de trabalho.
Caso você queira entender melhor o benefício de forma geral, veja também este conteúdo:
Auxílio-acidente: o que é, quem tem direito e como conseguir o benefício do INSS
3. Não explicar bem suas limitações na perícia do INSS
A perícia é uma etapa muito importante.
Um erro comum é o trabalhador dizer apenas que sente dor ou que não está bem. Isso pode não ser suficiente.
Na perícia, é importante explicar como a sequela atrapalha o trabalho.
Exemplos:
- perdi força na mão;
- não consigo carregar peso como antes;
- tenho dificuldade para ficar em pé;
- não consigo agachar;
- perdi movimento no braço;
- tenho dificuldade para dirigir;
- minha produtividade diminuiu depois do acidente.
O INSS precisa entender como a sequela afeta sua profissão.
Quanto mais clara for essa explicação, melhor.
4. Confundir auxílio-acidente com auxílio-doença
O auxílio-acidente e o auxílio-doença são benefícios diferentes.
O auxílio-doença é pago quando a pessoa está temporariamente incapaz de trabalhar.
Já o auxílio-acidente pode ser pago quando a pessoa volta ao trabalho, mas fica com uma sequela permanente que reduz sua capacidade.
Ou seja: você pode estar trabalhando e, mesmo assim, ter direito ao auxílio-acidente.
Voltar ao trabalho não significa perder automaticamente o direito ao benefício.
Esse é um dos pontos que mais confundem os segurados.
5. Deixar de pedir o benefício depois da alta do INSS
Muitas pessoas recebem alta do INSS, voltam ao trabalho e acham que não têm mais nenhum direito.
Mas, em alguns casos, é justamente depois da alta que o auxílio-acidente deve ser analisado.
Isso acontece quando o trabalhador não está mais totalmente incapaz, mas continua com alguma limitação.
Por exemplo: uma pessoa volta ao trabalho depois de uma fratura, mas permanece com perda de força, dor, limitação de movimento ou dificuldade para exercer a mesma função.
Se ficou sequela, o caso merece atenção.
Não ignore os sintomas depois da alta.
6. Aceitar a negativa do INSS sem analisar o caso
O INSS pode negar o auxílio-acidente por vários motivos:
- falta de documentos;
- perícia desfavorável;
- ausência de comprovação da sequela;
- erro na análise;
- documentos médicos incompletos;
- falta de relação entre a sequela e o trabalho.
Mas a negativa do INSS não significa, necessariamente, que você não tem direito.
Em muitos casos, é possível recorrer, apresentar novos documentos ou buscar a Justiça.
Antes de desistir, é importante entender por que o INSS negou o benefício.
Uma análise correta pode mudar o rumo do caso.
7. Procurar ajuda só depois de perder prazos
Outro erro perigoso é deixar tudo para depois.
A pessoa sofre o acidente, tenta resolver sozinha, vai à perícia sem documentos completos, recebe a negativa e só procura orientação quando a situação já ficou mais difícil.
Quanto antes o caso for organizado, maiores são as chances de evitar problemas.
Procure orientação principalmente se você:
- sofreu acidente e ficou com sequela;
- recebeu alta, mas não voltou ao normal;
- teve o benefício negado;
- não sabe quais documentos apresentar;
- continua trabalhando com limitação;
- quer saber se tem direito a valores atrasados.
A demora pode prejudicar seu pedido.
Se o acidente aconteceu no trabalho, também pode ser importante entender quais direitos trabalhistas podem existir além do benefício do INSS. Veja este conteúdo:
Acidente de trabalho: saiba como um advogado trabalhista poderá te ajudar
Como evitar perder o auxílio-acidente?
Para proteger seu direito ao auxílio-acidente, siga estes cuidados:
- guarde todos os documentos médicos;
- peça relatórios detalhados ao médico;
- organize exames e laudos por data;
- explique bem sua profissão;
- descreva suas limitações na perícia;
- não falte ao atendimento do INSS;
- analise a negativa antes de desistir;
- procure orientação se tiver dúvidas.
O mais importante é mostrar que o acidente deixou uma sequela e que essa sequela reduziu sua capacidade de trabalho.
Conclusão
O auxílio-acidente pode ser um direito importante para quem sofreu acidente e ficou com limitações.
Mas erros simples podem fazer o INSS negar o benefício.
Não guardar documentos, explicar mal a sequela, confundir benefícios ou aceitar a negativa sem análise pode fazer você perder dinheiro.
Se você sofreu um acidente e ficou com alguma limitação para trabalhar, vale analisar seu caso com cuidado.
A SGQ Advocacia pode verificar se você tem direito ao auxílio-acidente e orientar o melhor caminho para buscar o benefício.
Fale com a SGQ Advocacia e descubra se você pode receber auxílio-acidente do INSS.
Leia também
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